Um em cada três brasileiros recorreu ao cheque especial em setembro

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Se você usou e abusou do cheque especial no mês passado, saiba que você não está sozinho. De acordo com uma pesquisa realizada pelo app de controle financeiro GuiaBolso, 36% dos brasileiros recorreram ao cheque especial em setembro.
O percentual representa um aumento de 3% em relação a agosto e de 6% na comparação com o mês de março, quando o GuiaBolso iniciou a pesquisa.
O levantamento foi feito com base nas contas bancárias de 75 mil usuários do GuiaBolso, que possuem salário médio de 2.080 reais.
O cheque especial é uma das linhas de crédito mais práticas do mercado, já que os bancos costumam deixar um valor de crédito pré-aprovado que permite aos clientes utilizar o cheque especial automaticamente, assim que a conta entra no negativo. Mas, em contrapartida, a modalidade é uma das mais caras do mercado.
De acordo com a mais recente pesquisa mensal de juros do Banco Central, referente a agosto, os juros médios do cheque especial chegaram a 253,2% ao ano. A modalidade só não tem taxas mais altas do que as praticadas no rotativo do cartão de crédito (cobradas quando o cliente deixa de pagar a fatura do cartão), que chegam a 403,5% ao ano.
Diante das altas taxas, Thiago Alvarez, sócio-fundador do GuiaBolso, recomenda que ao entrar no cheque especial o cliente busque o quanto antes substituir a dívida por outro tipo de empréstimo, com taxas de juros menores. “Há diversas modalidades de crédito pessoal e todas são mais vantajosas do que o cheque especial”, diz Alvarez, na nota divulgada sobre a pesquisa.
Atualmente, a linha de crédito mais indicada para fugir dos juros abusivos é o crédito consignado. Como nessa modalidade as parcelas da dívida são descontadas da folha de pagamento do devedor, os bancos têm mais segurança de que receberão os pagamentos em dia e por isso cobram juros menores.
De acordo com o BC, em agosto, os juros médios do crédito consignado concedido a funcionários de empresas privadas foi de 40,7%, bem abaixo das taxas do cheque especial e do rotativo (veja como uma dívida de 2 mil reais evolui nas principais linhas de crédito oferecidas no mercado).
O crédito consignado é oferecido a aposentados e pensionistas do INSS e também a funcionários de empresas privadas que têm convênios com bancos e oferecem o consignado como um benefício a seus empregados.
Caso não seja possível contrair o crédito consignado, existem outras linhas disponíveis que podem ser mais baratas que o rotativo e o cheque especial, como a linha de crédito pessoal que antecipa o 13º salário e o refinanciamento do imóvel.
Essas linhas, no entanto, têm alguns prós e contras que devem ser pesados para que o cliente escolha a opção de crédito mais indicada para seu perfil (confira quais quais são os empréstimos mais baratos do mercado e como escolher um deles).
Antes de substituir a dívida no cheque especial por outra, portanto, vale conversar com seu gerente e consultar também os bancos concorrentes para checar quais linhas de crédito poderiam ser aprovadas para você e quais delas têm as melhores condições.
Exame.com

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