Dia Mundial da Terceira Idade é comemorado neste sábado, dia 1º

Comemora-se amanhã, sábado (1º de outubro), o “Dia Internacional da Terceira Idade”. É uma data com certeza festejada por uma parcela cada vez maior da população do Globo. No Brasil, 8% da população tinha 65 anos ou mais em 2015, contra 26,4% da japonesa e 21,4% da alemã – entre as mais idosas do Mundo. Em 2025, o percentual de brasileiros com 65 anos ou mais será de 11,4%, saltando para 13,6% em 2030.

Na outra ponta, está a queda da natalidade e, como propagam os defensores da urgência da reforma da Previdência, o declínio do número de nascimentos combinado com a cada vez maior longevidade é a tempestade previdenciária perfeita. Em resumo, uma ameaça e tanto aos idosos do futuro, deixados no mundo sem trabalhadores ativos em número suficiente para lhes garantir a aposentadoria gozada ao longo de mais tempo de vida. Segundo estudo da Moody’s, o ritmo de crescimento da população brasileira em idade ativa deverá frear para 7,8% entre 2015 e 2030, ante alta de 23,8% registrados no período de 2000 a 2015.

Em 2015, 60% dos países com ratings atribuídos pela Moody’s tinham mais de 7% de suas populações com 65 anos ou mais. Até 2020, sociedades altamente envelhecidas (aquelas com mais de 20% de idosos) serão 13, contra apenas quatro hoje (Alemanha, Japão, Itália e Finlândia). Até 2030, 34 países estarão no grupo dos altamente envelhecidos.

Por conta do 1º de outubro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lembrou em comunicado ontem que o número de pessoas com mais de 60 anos vai dobrar até 2025. Serão 2 bilhões de pessoas nessa faixa etária daqui a 30 anos. Em 2050, uma em cada cinco pessoas vai ter mais de 60 anos e 80% delas terão renda média ou baixa.

A passagem da data está sendo de alguma maneira marcada por várias das associadas junto aos seus participantes, um algo além do que os fundos de pensão já significam para mais de 700 mil de seus assistidos, gente que recebe todos os meses, regularmente, benefícios que lhes permitem manter um padrão de vida e consumo ao qual muito provavelmente teriam que renunciar, não fosse a previdência complementar.

Hoje, um número ao redor de 740 mil pessoas recebem benefícios dos fundos de pensão. Na média, são aposentadorias no valor de R$ 4.800 e pensões em torno de R$ 2.400.

“Pagamos anualmente cerca de R$ 30 bilhões para mais de 700 mil brasileiros com absoluta pontualidade”, resume o Presidente da Abrapp, José Ribeiro Pena Neto.

Trabalhadores
É em nome também desses brasileiros assistidos por suas entidades que, em busca de estender a cobertura do sistema de fundos de pensão a um maior número de brasileiros, a Abrapp lançou o “Plano Nacional de Fomento à Poupança Previdenciária”. Bem sucedido, mais trabalhadores terão motivos reais para estar comemorando no futuro o 1º de outubro.

Pelas estimativas da Abrapp, o número de participantes tem potencial para saltar dos atuais 2,5 milhões para 14 milhões nos próximos cinco anos, podendo chegar a 15,3 milhões de participantes em 2036.

(Dário da Abrapp)

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