Juros caem e Banco Central projeta aumento no volume de crédito

O volume do crédito pode crescer “um pouco” acima dos 15% projetados para este ano pelo Banco Central (BC). A cada três meses, o BC revisa as projeções para o crédito. A próxima revisão será feita em setembro. Em julho, o saldo das operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 2,184 trilhões, com alta de 0,7% em relação a junho e de 17,7% em 12 meses. No ano, o crescimento foi 7,6%.

Os bancos públicos têm puxado a expansão do crédito. No ano, até julho, a expansão do crédito dos bancos públicos ficou em 12,3%, enquanto dos privados nacionais ficou em 3,4% e os estrangeiros, 5,2%.

A expansão da base de crédito vem acompanhando a queda dos juros. Em julho passado, as famílias pagaram taxa média de juros de 36,2% ao ano. É o nível mais baixo da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1994. Em relação a junho, houve redução de 0,3 ponto percentual.

No caso das empresas, o recuo foi 0,2 ponto percentual de junho para julho, chegando a 23,6% ao ano. Com isso, a taxa média geral, de pessoas físicas e jurídicas, caiu 0,4 ponto percentual, alcançando patamar de 30,7% ao ano. O spread (diferença entre a taxa de captação de recursos pelos bancos e a cobrada dos clientes) para pessoas físicas também caiu 0,1 ponto percentual no mesmo período, ficando em 28,4 pontos percentuais. Para as empresas, houve alta de 0,1 ponto percentual para 16 pontos percentuais.

A inadimplência, considerados atrasos superiores a 90 dias, apresentou leve alta de 0,1 ponto percentual para as famílias e ficou em 7,9%, em julho. No caso das empresas, o indicador ficou estável em 4%. A taxa de juros do cheque especial caiu 16,1 pontos percentuais, de junho para julho. Ficou em 151% ao ano, a menor da série histórica do Banco Central (BC) desde março de 2008 (149,8% ao ano).

Apesar da redução, a taxa do cheque especial continua sendo uma das mais altas do mercado. No caso do crédito pessoal, incluídas operações consignadas em folha de pagamento, a taxa chegou a 39,9% ao ano, com alta de 0,3 ponto percentual. A taxa para a compra de veículos, ficou em 21% ao ano, com variação 0,3 ponto percentual em relação a junho.

Agência Brasil

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