Juros cobrados de consumidor têm a quinta alta consecutiva

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Os juros cobrados de consumidores continuaram subindo em outubro e atingiram o maior patamar em 18 meses, refletindo a elevação da taxa básica Selic ao longo do ano. Foi a quinta alta mensal seguida. A taxa média de juros anual cobrada de pessoa física em operações com recursos livres, que não consideram financiamentos concedidos pelo BNDES, o crédito habitacional e o rural, ficou em 38,3%, com aumento de 1,1 ponto percentual em relação a setembro. É o maior patamar desde abril de 2012, quando a taxa estava em 39,44%.
A liberação de crédito para consumidores mostrou recuperação em outubro, após a queda de setembro causada pela greve dos bancários. O crescimento refletiu também o fato de outubro ter tido mais dias úteis. Segundo relatório do BC, o fluxo de empréstimos para consumidores cresceu 5,7% no mês passado, após recuar 3% no anterior. A alta de outubro foi puxada pelas operações de crédito pessoal (5,6%),cartão de crédito à vista (5,8%) e aquisição de veículos (14,2%). As concessões de crédito para empresas também cresceu no mês passado (3,8%).
Apesar da recuperação das liberações de empréstimos, no entanto, o crescimento do estoque total de crédito no país foi moderado em outubro, de apenas 0,5% ante setembro. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, essa moderação é consequência natural do aumento dos juros, da forte expansão do crédito em anos recentes e do ritmo mais fraco de atividade econômica.

Endividamento

Refletindo o crescimento mais moderado do crédito, o endividamento das famílias vem apresentando estabilidade, após sucessivos recordes. O BC divulgou nesta quinta-feira (28) também que as dívidas dos brasileiros representavam 45,31% da sua renda anual em setembro, sendo que dois terços desse débito é financiamento imobiliário, crédito considerado de melhor qualidade, já que significa um investimento de longo prazo.
Todos os meses, os brasileiros gastam em média 21,45% de seus salários para pagar dívidas. Esse patamar também ficou estável na passagem de agosto para setembro.
Folha Economia

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