Aumenta desperdício de água entre os brasileiros, aponta ONG

O desperdício de água tem crescido entre os brasileiros, 48% admitem que usam o recurso natural com pouco controle. Há cinco anos, esse percentual era de 37%. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope a pedido do WWF-Brasil, 68% dos brasileiros reconhece que o desperdício é a principal causa para o problema de abastecimento de água no futuro.

A pesquisa que faz parte do Programa Água para a Vida, realizado em parceira entre o WWF-Brasil e o Grupo HSBC, afirma que os brasileiros conhecem as formas de diminuir o consumo exagerado de água, mas não praticam, tanto que os entrevistados apontaram que diminuir o tempo de banho é a melhor forma de reduzir o consumo.

Em 2011, 30% dos respondentes disseram que demoram mais de 10 minutos no banho, enquanto em 2006, 18% tiveram a mesma afirmação. Estima-se que em um banho de 10 minutos sejam gastos 100 litros de água.

Situação
A pesquisa aponta ainda que 67% dos domicílios pesquisados no país enfrentam algum tipo de falta de água. No Nordeste, já existe escassez constante do recurso em 29% dos domicílios. Apesar disso, o consumo médio de água diário por habitante no país (185 l) é considerado mediano, próximo do da Comunidade Europeia (200 l), mas muito distante do de regiões secas como o semiárido brasileiro, abaixo de 100 l, e partes da África subsaariana, abaixo de 50 l.

O levantamento também revelou que os brasileiros conhecem muito pouco sobre o consumo de água no País. O levantamento também revelou que 87% das pessoas não conhecem a ANA (Agência Nacional de Águas), órgão regulador do recurso criado pelo governo federal em 2000. “O tema de água doce, seus problemas e oportunidades ainda precisam ser melhor compreendidos pelo cidadão brasileiro. A urbanização crescente nas últimas décadas fez com que mais de 80% da população passasse a morar nas cidades. O descompasso entre o reconhecimento do problema e a tomada de atitudes precisa ser compreendida. A visão sobre a água é limitada, assim como a percepção dos seus problemas”,  explicou a CEO do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito.

Infomoney

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